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Prevenção e monitoramento de desastres naturais têm destaque durante apresentação na 16º EXPOEPI

Prevenção e monitoramento de desastres naturais têm destaque durante apresentação na 16º EXPOEPI

Emergências em Saúde Pública: detecção, monitoramento e resposta, esse foi o tema principal do Auditório Zilda Arns no último dia do evento. A apresentação foi realizada por quatro representantes que mostraram o que fazem, como fazem e os resultados rápidos dados a população diante de desastres naturais como o caso de Brumadinho e de prevenção do risco de eventos químicos.

A discussão foi iniciada pela Chefe de gabinete da Secretaria de Vigilância em Saúde, Suzie Gomes, que enfatizou os prejuízos causados pelos desastres naturais sendo como um dos principais fatores que afetam diretamente nos resultados da saúde pública. “No Brasil, entre 2000 e 2017 foram reconhecidas pelo governo federal que mais de 50% dos municípios foram afetados pelos desastres, ideológicos sobretudo. E os deslizamentos aumentam seis vezes a chance de óbito.”

“O desastre no ponto de vista da saúde pública requer alguns elementos para que se constitua como tal. Primeiro é o evento ou o próprio agente, segundo a exposição de populações diretamente a esse tipo de evento, terceiro as condições de vulnerabilidade”, como falou Carlos Machado de Freitas da Fiocruz do Rio de Janeiro.

Além da preocupação em monitoramento e mitigação de desastres naturais, outro tema abordado foi a prevenção e diminuição do riscos de acontecimentos químicos, biológicos, radiológicos e nucleares tratado pelo Agência Brasileira de Inteligência – ABIN, que criou o Programa de Articulação Nacional entre Empresas, Governo e Instituições Acadêmicas para a Prevenção e Mitigação do Risco de Eventos Químicos, Biológicos, Radiológicos e Nucleares Selecionados – Pangeia. Como explica o representante da ABIN Pedro Jorge Silva, “O nosso principal objetivo é antecipar fatos e situações relacionados à disseminação desses agentes. Então, nós trabalhamos tanto no aspecto de identificação como no de avaliação de ameaças e também na melhora do trabalho”, disse.

Para finalizar o coordenador do painel, José Agenor da Silva falou da importância de dar resposta rápida a população em casos como os desastres, “Porque a sociedade vai demandar isso da gente, vai demandar uma capacidade de resposta importante nossa para o enfrentamento desse tipo de emergência. Que quando afeta independente de ser uma ou duas pessoas ou uma comunidade inteira, a primeira preocupação é com a capacidade de resposta do estado brasileiro, do governo em atender aquela demanda que está sendo colocada”.