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Instituto Evandro Chagas foi tema durante a 16ª Expoepi

Instituto Evandro Chagas foi tema durante a 16ª Expoepi

O Painel 12 da programação da 16ª Expoepi teve como tema Instituto Evandro Chagas: ciência e tecnologia para uma nova era da vigilância em saúde. O debate aconteceu na quinta-feira (5). A coordenação foi do professor Roberto Medronho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Participaram do painel a diretora do Instituto Evandro Chagas (IEC), Giselle Maria Rachid Viana; a diretora do Centro Nacional de Primatas do Instituto Evandro Chagas (IEC), Liliane Carneiro; a pesquisadora da Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do IEC, Lívia Martins; e a pesquisadora em saúde pública do IEC, Tânia Chaves.

“É uma honra coordenar um painel cujo tema é o Instituto Evandro Chagas e a sua contribuição na pesquisa para a saúde do Brasil. Quando se fala em Evandro Chagas é preciso lembrar também de seu pai, Carlos Chagas, que considero o cientista mais importante do mundo”, disse Roberto Medronho na abertura do encontro.

Um breve histórico da instituição, a estrutura do IEC e a Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) foram temas da apresentação da diretora Giselle Viana. O Núcleo de Ensino e Pós-Graduação (NEP), que, entre 2012 e 2019, já formou 196 discentes em mestrado e 52 em doutorado, também foi destacado pela diretora. “O Evandro Chagas sempre está e estará nas iniciativas em pesquisa”, afirmou.

Liliane Carneiro, enfatizou que o Centro Nacional de Primatas (CNP) é um lugar que contribui para as pesquisas médicas e biomédicas. “Há uma percepção equivocada de que o CNP apenas cria os animais em cativeiro. Nós queremos replanejar o papel do Centro dentro da Vigilância em Saúde”, disse.

O panorama atualizado da dengue, zika e chicungunya e os 65 anos da Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas foram temas da apresentação de Lívia Martins. Segundo ela, “é preciso investigar os diferentes cenários das arboviroses no Brasil” e, também, alertou para a influência do aumento da temperatura global nas doenças vetoriais. “A vigilância tem que estar sempre alerta a qualquer indício das arboviroses”, disse. Ao comentar sobre a febre do Nilo, disse: “O vírus está entre nós, temos que ter mais atenção para detectá-lo”.

Movimentos migratórios e os desafios da Saúde Pública foi tema da apresentação da pesquisadora Tânia Chaves, que mostrou números recentes das migrações no Brasil e no mundo e os desafios para uma vigilância mais eficiente a essa população. “São 300 milhões de migrantes internos em todo o mundo, além de 244 milhões dos que saem de um país para o outro”, afirmou. Até 2018, o Brasil acumula 11.231 refugiados, sendo 39% venezuelanos. “Os maiores desafios são a vulnerabilidade de migrantes, as diferenças culturais e as barreiras idiomáticas. É preciso pontuar cada uma delas para avançarmos no atendimento a essas pessoas”.