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Implantação da Política Nacional de Vigilância em Saúde é debatida durante mesa redonda na Expoepi

Implantação da Política Nacional de Vigilância em Saúde é debatida durante mesa redonda na Expoepi

A Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) foi tema de mesa redonda no segundo dia (06/12) da 16ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). Representantes das três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) debateram estratégias para implementação da política e apresentaram exemplos de como a gestão do Sistema Único de Saúde tem se organizado para execução das ações de vigilância.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, reafirmou seu compromisso com a implementação da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS). Ele destacou que a ação oportuna e efetiva para solução dos problemas de saúde está diretamente ligada a integração da Vigilância com a Atenção Primária. 

“Vigilância em Saúde se faz no território, na unidade básica, na clínica, no hospital, sejam eles públicos ou privados. Por isso, é fundamental o envolvimento de toda a sociedade na implementação desta política”, afirmou o secretário da SVS. 

Ele lembrou também que o mundo está passando por um período de grandes transformações, principalmente tecnológicas, de comunicação e de grande adensamento e circulação de pessoas, o que exige da vigilância em saúde a busca por soluções inovadoras que deem conta de toda essa mudança. 

“O mundo está pedindo agora que novos pensadores contribuam para construção de uma nova vigilância em saúde do século 21. E para isso um dos caminhos é incorporar a estratégia de One Health [Saúde Única]”. 

O conceito One Health, ou Saúde Única, trata da integração entre a saúde humana, a saúde animal, meio ambiente e a adoção de políticas públicas conjuntas para prevenção, vigilância e controle de doenças. 

A mesa foi coordenada pelo representante do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Nereu Mansano, que lembrou o processo de construção e aprovação da PNVS. “A construção dessa política contou com a participação ativa das três esferas de governo e também de controle social, por isso esse é um documento de consenso entre todos os atores do SUS”, destacou.

Aprovada pela Resolução nº 588, de 12 de julho de 2018, a PNVS é um marco histórico recente da saúde pública brasileira, que teve suas diretrizes debatidas e aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, realizada no ano passado.

O subsecretário de Promoção e Vigilância à Saúde da Secretária Municipal de Saúde Belo Horizonte, Fabiano Pimenta, falou da experiência do município na elaboração de indicadores epidemiológicos por região de saúde a fim de subsidiar a tomada de decisão e o direcionamento das ações. 

“Desenvolvemos o Índice de Vulnerabilidade em Saúde, uma combinação de variáveis socioeconômicas em um indicador síntese que utilizamos na secretaria para apontar áreas prioritárias para intervenção e alocação de recursos”, destacou Fabiano Pimenta. 

Como experiência bem-sucedida no âmbito estadual, a secretária executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, Luciana Albuquerque, destacou a implantação E-visitaPE, aplicativo que ajuda a acompanhar em tempo real o trabalho dos Agente de Endemias. A secretária executiva explicou que para essa ação o estado está adquirindo 2 mil smartphones, para que os ACE possam ter a informação das ações em tempo real. 

Ela destacou também a criação do Observatório de Doenças de Notificação Compulsória.  “Através desse observatório conseguimos identificar a mudança no padrão de algumas doenças e, a partir do monitoramento cotidiano desses dados, temos conseguido ter mais agilidade na tomada de decisão”, ressaltou Luciana Albuquerque.