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Especialistas apontam as prioridades para controle das IST durante Painel na 16ª Expoepi

Especialistas apontam as prioridades para controle das IST durante Painel na 16ª Expoepi

As Doenças Transmissíveis de Condições Crônicas e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) foram tema de debate, na manhã de sexta-feira (6), no auditório Berta Lutz, na 16ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). Na oportunidade, os palestrantes discutiram sobre os resultados positivos e soluções para melhorar o controle e diagnóstico das IST.

O painel foi coordenado por João Gentilini Fasciani de Castro, do Hospital Eduardo de Menezes de Minas Gerais. Ele trouxe para o debate o aumento, em diversas regiões do Brasil, das doenças transmissíveis de condição crônica e também das infecções sexualmente transmissíveis, destacando a importância dos diagnóstico e tratamento, quando couber, ser realizado na Atenção Primaria.

A coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, Maria Cristina Abbate, falou sobre o êxito na eliminação da transmissão vertical do HIV no município paulistano. “Todo esse trabalho, feito em conjunto, foi essencial para que a nossa cidade fosse certificada com eliminação total da transmissão vertical do HVI”, disse Cristina Abbate.

Com 12,1 milhões de habitantes, São Paulo é a cidade com maior população do mundo a receber tal título. Além de São Paulo, outros dois municípios brasileiros já receberam a Certificação de Eliminação da Transmissão Vertical de HIV, quando o vírus é transmitido durante a gestação, o parto e a amamentação: Curitiba, em 2017, e Umuarama, em 2019.

Segundo a coordenadora, uma das principais virtudes para o sucesso no combate a transmissão vertical do HIV é algo que atualmente a polução mundial depende em qualquer ocasião: a comunicação. “A comunicação é importante para o conjunto das informações para a gestante que possui o vírus do HIV. Em São Paulo, por termos grandes distâncias e o deslocamento pode ser complexo, usamos vários vídeos para auxiliar os profissionais de saúde”.

Já o consultor do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) da Secretaria de Vigilância em Saúde, Glaucio Mosimann, lançou aos presentes a pergunta: é possível eliminar a hepatite C ? Para o especialista, “a oferta de um tratamento adequado, casado com recursos e informações sobre a doença é possível sim controlar as hepatites”.

A representante da Coordenação Estadual de DST/Aids da Secretaria Estadual de Saúde, Carmem Silvia Bruniera Domingues, falou sobre a eliminação da sífilis congênita. Segundo ela, no mundo, já são 12 milhões de mortes por sífilis, e, no Brasil, tivemos um aumento de 28%. Para Domingues, esse dado demonstra que precisamos de uma vigilância redobrado em relação a sífilis em gestantes. Ela defende que o trabalho persistente é o caminho para resultados positivos. “Precisamos trabalhar muito para o combate da sífilis em nosso país. O tratamento tem que ser adequado principalmente nas gestantes, para isso é fundamental uma avaliação correta dessas mulheres”, disse.

A vigilância, prevenção e controle das IST foi o assunto abordado pela coordenadora de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis do DCCI, Angélica Espinosa Barbosa Miranda. Ela destacou o grande desafio que o combate as IST no Brasil e salientou que os jovens são os mais vulneráveis e concentram o maior número de casos.

A coordenadora de IST dos Ministério da Saúde acredita que “assim como foi feito com HIV, o Brasil também pode melhorar”.  Ela pondera que o tratamento adequado tem permitido o sucesso no combate ao HIV e que no caso da sífilis o tratamento é mais simples e barato.  “A sífilis está há tanto tempo no mundo, sabemos tudo sobre a doença, mas não estamos combatendo a sífilis de forma adequada, precisamos melhorar as estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento, já que está é uma doença que tem cura”, finalizou Angélica Miranda.