Começa a 16ª Expoepi

Fiocruz leva experiências das três edições da Feira Soluções para a Saúde para o evento. Durante a abertura (4/12), municípios destaque em vigilância em saúde foram premiados pelo ministro Luiz Henrique Mandetta

Ascom Fiocruz Brasília

Considerado o maior evento do país em vigilância em saúde, a Expoepi – Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças  – deve reunir, em sua 16ª edição, cerca de 2 mil pessoas – profissionais, estudantes e gestores da saúde, entre os dias 4 e 6 de dezembro, em Brasília. Além de palestras, reuniões técnicas e exposições, a atividade estimula a troca de experiências em vigilância em saúde entre instituições e público presente.


Durante a abertura, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ressaltou a qualidade  das atividades da edição. “Hoje, aqui, quando andarem pela Expoepi, pelos estandes que estão maravilhosos, dinâmicos e interativos, vocês verão projetos para arboviroses e a vigilância participativa, onde o cidadão fotografa, remete e a gente cataloga. Vocês verão a vigilância interagindo e trazendo soluções absolutamente fantásticas”, afirmou.

A Fiocruz é uma das instituições participantes do evento. A instituição destaca, entre outras atividades, as três edições da Feira Soluções para a Saúde, realizadas em Salvador (BA), em 2017, Bento Gonçalves (RS) e Fortaleza (CE), em 2019. Organizadas pela Fiocruz em parceria com instituições locais, as Feiras são atividades inovadoras que têm entre os objetivos oportunizar espaços de diálogos, socialização e disseminação do conhecimento, além de ativar redes de cooperação para a apresentação e difusão de inovações tecnológicas, social e de serviços de saúde aplicadas aos temas das edições. 

O vice-presidente de Produção e Inovações em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, compôs a mesa de abertura, representando a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade. Também participaram da cerimônia o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz, Mario Moreira, e o coordenador de Integração Estratégica da Fiocruz Brasília, Wagner Martins, que representou a diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, no evento. Além da Fiocruz e Ministério da Saúde, a abertura contou com representantes da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS/OMS), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Secretarias Municipais da Saúde (Conasems), Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), Ministério Público Federal e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Pela primeira vez, os municípios destaque em vigilância em saúde, cidades que conseguiram melhorar seus indicadores de saúde, a exemplo da redução dos casos de sífilis em crianças menores de um ano e no aumento da cura de casos de tuberculose, foram premiados pelo ministro da Saúde, durante a abertura. “O SUS, embora tenhamos que reconhecer alguns para dar luz ao trabalho, é um todo. As experiências que vemos andando esse país afora, por mais assimétrico, por mais difícil, por mais que muitas vezes encontremos falhas, jamais, em nenhum município brasileiro, deixei de encontrar alguém da saúde do SUS com o brilho nos olhos tentando, buscando apoio das secretarias estaduais e do Ministério que muitas vezes fica distante e que está procurando ter muito mais Brasil e muito menos Brasília para que o nosso SUS possa florescer”, destacou Mandetta.

Ao todo, 15 municípios que apresentaram indicadores favoráveis nos sistemas de informação nacionais relacionados à vigilância de saúde, no período entre 2015 e 2017, foram premiados. Também foram consideradas as cidades que aderiram ao Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde, de acordo com porte populacional e macrorregião. Os municípios que receberam o troféu Lupa Dourada são: Mondaí (SC), Carlos Barbosa (RS), Brusque (SC), Presidente Olegário (MG), Campos do Jordão (SP), Bragança Paulista (SP), Paraíso das Águas (MS), Nova Mutum (MT), Corumbá (MS), Governador Jorge Teixeira (RO), São Miguel do Guaporé (RO), Ariquemes (RO), Gurjão (PB), Parambu (CE), e Campina Grande (PB).

Entre outros temas, a 16ª edição da Expoepi discutirá ações de vigilância, prevenção e controle das arboviroses, como dengue, Zika e chikungunya, além de expor trabalhos e experiências na área de vigilância em saúde para inspirar outras iniciativas.

Indicadores de saúde acessíveis

Ainda na abertura da Expoepi, foi lançada a plataforma integrada de vigilância em saúde, IVIS. O sistema reúne informações sobre 27 doenças e agravos, com o número de casos, óbitos e repasses financeiros de todos os estados e municípios do Brasil. A plataforma dará mais transparência às informações de cada localidade, possibilitando que o cidadão identifique qual é o principal problema de saúde do seu município e, a partir das ações realizadas localmente, saiba se os recursos financeiros estão direcionados a solucioná-los, como aumento nos casos de dengue ou tuberculose. O cidadão, profissionais de saúde e gestores do SUS também poderão comparar indicadores entre estados e municípios. A atualização dos dados será feita pelo Ministério da Saúde, de acordo com o envio das informações pelos estados e municípios.

Exposição fotográfica Pelas Lentes da Vigilância

Na abertura da Expoepi, foi anunciada também a fotografia vencedora da exposição “Pelas lentes da Vigilância – o SUS que construímos”, com fotografias que retratam as ações de vigilância em saúde pelo país. Os trabalhos serão expostos durante os três dias da 16ª Expoepi, além de poderem ser publicados em outros veículos de comunicação.

Confira a programação completa da 16ª Expoepi.

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